O que fazer na crise

Pequenas empresas – O que fazer na crise

O que fazer na criseEstamos em um ano de crise. E o que a sua empresa está fazendo em relação a isso?

Estamos em um momento de crise no país. Isso não é novidade para ninguém. De acordo com o Fundo Monetário Internacional o Brasil deve sofrer uma retração de 3.5% no PIB em 2016. É uma realidade que provavelmente sua empresa está enfrentando, como a minha também está. E a verdade é que como brasileiros estamos todos no mesmo barco.

E o que você faz para contornar esta situação? Corta custos, claro! Elimina tudo que pode ser considerado supérfluo. Talvez chegue até a demitir uma parte da equipe. É uma fase, você diz, logo logo tudo vai se normalizar. Mas será que você está realmente atacando a origem do problema?

E por que algumas empresas brasileiras continuam crescendo em duplo dígito/ano (ou até por mês como é o caso da Nubank), apesar do cenário doméstico indicar que deveria acontecer o oposto?

Um funcionário americano produz o equivalente a quatro brasileiros.

De acordo com o Conference Board são necessários quatro trabalhadores brasileiros para alcançar o mesmo nível de produtividade de um norte americano. A produtividade do trabalhador é uma relação entre o PIB do país e o total de empregados.

É claro que a infraestrutura do país, a alta carga tributária, a crise de governabilidade e todo o cenário macroeconômico impactam neste resultado. Mas sabe qual é um dos principais vilões? O nível educacional do brasileiro. E seguido pelo treinamento e qualificação dos empregados.

E o que você está fazendo para aumentar a produtividade da sua empresa?

O brasileiro recebe em média 30 horas de capacitação por ano, versus 120 – 140 de um norte-americano. Em paralelo: um brasileiro estuda em média sete anos, em muitos casos nem completa o ensino fundamental.

E o que você está fazendo para melhorar estes índices? Talvez a origem do problema da sua empresa seja a falta de treinamento, que reverbera em retrabalho, processos pouco articulados e operacionais, etc.

Uma boa opção para resolver este problema é contratar uma consultoria para mapeamento de processos, identificação de gargalos e treinamento de equipe.

Uma outra boa opção, que envolve poucos custos, é apostar na automatização de processos, que pode custar muito menos do que você imagina. E o melhor, sem precisar de uma super equipe de desenvolvimento. Na verdade, sem precisar escrever uma única linha de código.

Automatização de processos para não-técnicos

Existe um mundo a parte de empresas que possuem infraestrutura de servidores própria, custos altos de configuração de sistemas, custos de treinamento em SAP ou Oracle. Um mundo de sistemas complexos e customizados. Esse é o mundo das grandes empresas. Um mundo que demora mais a se habituar a inovação, que transpira burocracia e processos inchados.

E existe o mundo das pequenas empresas, em que a inovação faz parte do próprio DNA. Inovação que pressupõe novidade, que naturalmente pressupõe agilidade. As startups que mais crescem no Brasil entenderam isso e focam todo o esforço no que realmente importa. Elas automatizam os processos operacionais e desenvolvem apenas o que é de interesse do foco do negócio.

E aí surgiram as ferramentas integradoras, como o caso da Pluga e o IFTTT. Estas ferramentas permitem ao usuário comum fazer uma série de integrações sem saber programar ou mexer em APIs. De uma forma bastante intuitiva, é possível fazer diversas dessas ferramentas comunicarem entre si, tais como Google Drive, Slack, Typeform, MailChimp, Trello, RD Station e diversos CRMs. Imagine o seguinte: ao integrar o seu meio de pagamento online com o NFe.io, você pode automatizar o processo de emissão de Nota Fiscal Eletrônica de Serviço. Ou para cada formulário preenchido no Typeform já cadastrar o usuário direto em uma lista do MailChimp.

Ferramentas de conectividade já fazem parte do dia-a-dia das startups mais produtivas do Brasil como Nibo, Get Ninjas e MacMagazine. E a sua empresa, vai ficar fora dessa?

Sobre o autor

Marcus Ribeiro (Pluga)Marcus Ribeiro é entusiasta de novas tecnologias, empreendedor e CEO da Pluga.